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  8 de dezembro de 2020

Filme: “Eu, Daniel Blake (2016)”

Um filme de Ken Loach 

com Dave Johns, Hayley Squires, Dylan McKiernan, Sharon Percy.

Foi um final proveitoso em Sampa. Vi “Eu, Daniel Blake”, filme do diretor britânico Ken Loach, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes.

Nem um cruzado do Mike Tyson no queixo me deixaria tão aturdido, atordoado, como fiquei ao final da sessão deste filme. Que paulada. Me senti até constrangido pela vida boa que levo. Quem já teve a infeliz experiência de, algum dia , tentar resolver um problema com alguma companhia telefônica tipo VIVO, TIM etc. logo saberá do que Ken Loach está falando em “Eu, Daniel Blake”.

“É daquela burocracia infernal de serviços que começam por ser automáticos, antes de passar a seres humanos automatizados por protocolos a seguir. Esses, por sua vez, nos fazem andar em círculos, de um ramal a outro, de uma mesa a outra, e depois de volta ao princípio. Só que o problema de Blake não é telefônico. Ele pretende apenas conseguir o auxílio-doença a que tem direito do governo inglês, após sofrer um enfarte que o impossibilita de exercer a profissão de carpinteiro. Não bastasse a luta que terá de levar em busca dos auxílios governamentais, Daniel, homem bom, ajudará no que puder a jovem Katie, mãe solteira com dois filhos, que chega a Newcastle com uma mão na frente e outra atrás.

Basta essa sinopse para sabermos que Ken Loach está onde sempre esteve: trata-se de um humanista preocupado com o sofrimento imposto aos pobres pelo capitalismo.

E “Eu, Daniel Blake” não cede em nada ao cinismo contemporâneo. Ao contrário, ataca de frente os governos tanto quanto a automação telefônica e seus protocolos. Todos, sustenta o filme, criados para infernizar a vida dos que precisam da seguridade social.”. IMPERDÍVEL!

Luis Gustavo Lima de Oliveira

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