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Data de Publicação: 07/12/2017
O NATAL É CAPAZ...

José Carlos Buch

Você já pensou em aproveitar o espírito do Natal para exercitar os verbos perdoar e reconciliar? Perdoar é muito difícil, todos sabemos, mas é tão sublime que é parte do “Pai Nosso” e o dizemos, sem nos darmos conta do seu real sentido quando professamos essa sábia oração que Jesus nos ensinou (...perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido). Reconciliar é outra iniciativa que requer muita humildade e coragem. O recurso à reconciliação não pode servir para se acomodar em situações de injustiça. Pelo contrário, como ensinou São João Paulo II, –  “é um encontro entre irmãos dispostos a vencer a tentação do egoísmo e a renunciar aos intentos duma pseudo justiça; é fruto de sentimentos fortes, nobres e generosos” –.   O fato é que, por mais que a proximidade do Natal sensibilize o coração das pessoas, esses gestos de grandeza e extremamente nobres pouco são praticados. No mundo de hoje em que,  o abraço fraterno e a palavra amiga estão perdendo espaço para as mensagens até mesmo cifradas via celular, imaginar o perdão ou até mesmo a tentativa de  reconciliação é, talvez,  tão utópico quanto parar uma guerra no dia de Natal, mas é perfeitamente possível como o foi há um século atrás.  É certo que, os sons das bombas, dos tiros,  das explosões e a ferocidade dos combates não combinam  com a paz e a mensagem trazida ao mundo com o nascimento de Jesus. Mas, houve um dia em que,  em plena guerra, o dia de Natal foi também um dia de cessar fogo, de trégua e, até mesmo  de confraternização entre tropas inimigas.  Isso aconteceu no dia de Natal de 1914, quando os sons dos tiros de fuzis e bombas cessaram na frente ocidental da sangrenta Primeira Guerra Mundial para dar vez a celebrações do nascimento de Cristo nas trincheiras e aos gestos de boa vontade entre os inimigos. Um dia antes, na véspera, muitos soldados alemães e britânicos cantaram músicas de Natal uns aos outros através das linhas, e, em certos pontos, os soldados aliados ainda ouviram bandas de música que se juntaram ao canto dos alemães. Assim que amanheceu no dia de Natal, alguns soldados alemães surgiram de suas trincheiras e se aproximaram das linhas inimigas  gritando “Feliz Natal” em línguas nativas de seus inimigos. No início, os soldados britânicos temiam que era um cilada, mas vendo que os alemães estavam desarmados, eles também deixaram suas trincheiras e apertaram as mãos dos soldados inimigos. Naquele dia, mais de 100 mil soldados alemães e britânicos trocaram presentes como cigarros e pudins de ameixa, beberam, riram e cantaram músicas. Houve até um caso documentado de soldados de lados opostos jogando futebol. Alguns soldados usaram este cessar-fogo de curta duração para uma tarefa mais árdua: a recuperação dos corpos dos companheiros combatentes que tinham caído entre as linhas de combate. A chamada Trégua de Natal de 1914 ocorreu somente cinco meses após a eclosão da guerra na Europa e foi um dos últimos exemplos de cavalheirismo entre inimigos na guerra. Em algumas frentes de batalha, a paz durou até o ano novo, irritando vários generais que mandavam os soldados pararem com aquilo e voltarem para a guerra. Então fica aqui a  mensagem – se você está em conflito armado consigo mesmo por não saber perdoar ou reconciliar, o momento é agora. Acabe com essa sua guerra interior e liberte o seu coração para que ele possa pulsar com a vibração da paz. Se,  até os beligerantes um dia conseguiram, por que você não haverá de conseguir? Que o Natal possa materializar a festa da paz em seu coração. Venturoso ano de 2018. 

 

 

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